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Ajuda-me Senhor
A ter profundidade
A compreender as pessoas
A amá-las ainda que não me amem
A respeitá-las nas suas fraquezas.

Ajuda-me a não ser inconveniente
A ser solidário com a dor alheia.
Mostra-me a verdade
Para que a ilusão não me cegue
E para que eu seja sempre
Honesto, sincero, fiel e verdadeiro.

Dá-me forças
Quando eu não mais as tiver

E serenidade
Para que eu jamais seja violento.

Ainda
Que o mundo desabe sobre mim
Faz com que eu sempre
Acredite nas pessoas
E saiba perdoá-las
Como Tu o farias
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Que eu tenha lucidez
Para aceitar o definitivo
Com racionalidade e
O meu último dia
Com tranqüilidade.
ESCRITO EM 2002