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A sociedade de consumo
Em recorde a neurose
Tateando no escuro
Consome o homem
Atinge o seu clímax
À procura de uma luz
Que habita a terra
Ninguém sabe o que é
Relembra mensagens
Nessa era glacial
Ninguém sabe por que faz
Antigas da cruz
O importante hoje
Centros de computadores
Ah! Multidão...
É ter
Calculam as dores
Não importa ser,
Enquanto as guerras
Fabricada, rotulada
Também
Vendem canhões
Embalada, espremida
Tanto faz
Relembrando velhos lemas
O que se quer
É a industrialização
Vai vivendo os seus problemas
Pouco faz
Da civilização
Redizendo os seus chavões
O que se é
Muito faz
Fermentos, adubos
Velhos chavões!
O que se tem
Colorantes, detergentes
Novos chavões!
 
São novas patentes
É a industrialização
Da civilização
Da civilização.
ESCRITA EM 1968