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Do interior da tua catacumba fria
Emanam sons, que julgo serem teus
A procura de ar, de mim talvez de Deus
Numa súplica de amor com asfixia

Ouço-os de quando em vez, muito sem susto
No limiar da aurora, ao apagar das luzes
Quando, no cemitério, o sol clareia as cruzes
E vou caminhando ao lar a muito custo

Lembram-me umas emanações celestiais
Puras, sublimes, sinceras, imortais,
Tendo um quê de Deus, de anjo, de amor, de luz

Morrem, quando os homens saem às calçadas
E as casas, pouco a pouco, são apagadas
Quando encosto na noite a minha cruz