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A minha tristeza
Que igual
Quem mais dela
É uma tristeza imensa
Tenho certeza
Hoje se avizinha
Embalsamada, amarga
Não existe
E a acompanharei
Amargurada
Quando vier o tempo de calmaria
Pelos caminhos
Presente
Onde nenhuma brisa
Que me conduzirá
Ao som de tango
Passar na minha vida
Em direção ao infinito
De clássicos
A solidão for minha companhia
Como poderá a morte
Ou de nada
Mergulharei mais fundo
Levar alguém
Permanece intensa
No mar de lágrimas
Que de tristeza
Alimentando-se
Que faz parte
Já morreu em vida?
Das sombras do passado
Do meu mundo
O que é a vida?
A minha tristeza é triste
Esperarei então
O que é a morte?
É muito triste
Que toque a campainha
Quem sou
É tão profundamente triste
Da minha vida
Realmente eu?
     
ESCRITO EM 5/12/2002