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Num caixão feio
Dentro de um buraco frio e imundo
Sob a terra, jaz o corpo da minha santa
Se pudesse, ia lá à noite
E o envolvia numa manta
Para protegê-lo da sujeira que há no fundo

Sozinho
Noite após noite ficaria
Com chuva ou sol tomando conta
Esperando que a destruição ficasse pronta
Ia chorando e venerando sua carne fria

Por fim,
Segurando os seus ossos, os beijaria
Adornando-os,
Numa caixa de ouro os guardaria
Para que não vissem,
Todo o mal que há no mundo

E depois, mandaria vir um caixão novo
Para a festa, convidaria mais de um corvo
E descansaria então o meu corpo moribundo

EM 1960