|
|||||||||
| Num
hospital psiquiátrico, uma paciente copia fotos da família
de outra paciente do quarto ao lado para envia-las ao seu amigo internauta
que só a conhece por fotos. |
|||||||||
Ele
pensa que ela mora numa bonita casa da capital cercada por aqueles entes
queridos. |
|||||||||
Ela
tem que ser rápida porque o guarda não lhe dá muito
tempo frente ao computador. |
|||||||||
Favor
que ela paga com sexo. |
|||||||||
Naquela
noite ela está possessa e enojada do guarda. Ele quer o que para
ela é inaceitável. |
|||||||||
Num
descuido ela pega o seu revólver. Ele tenta toma-lo. Ela aperta
o gatilho. |
|||||||||
Ele
a abraça e cai ensanguentado. |
|||||||||
| Acontece
um segundo disparo. A partir daí o silêncio e a dupla imobilidade.
Para sempre. |
|||||||||
O
internauta toma conhecimento da notícia pela televisão e
depois lê no jornal: |
|||||||||
“Paciente
mata guarda em defesa da sua honra e a seguir morre por tiro acidental. |
|||||||||
O
internauta jamais fará a conexão. |
|||||||||
| Nunca
descobrirá porque aquela moça dócil e meiga por quem
se apaixonara, de repente e sem motivo, nunca mais lhe acessara. |
|||||||||
ESCRITO
EM 4/2004
|
|||||||||