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Raymundo
Negrão Torres |
| O
autor é General de Divisão Ref do Exército
Brasileiro, foi instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do
Exército; exerceu, como oficial superior, quase todas as
funções de Estado-Maior, especialmente as ligadas
às áreas de Informações e Operações.
Dentre suas obras destaca-se "O fascinio dos 'Anos de Cumbo'",
publicado em 2004. |
| Resumo:
Muito se fala hoje em dia sobre o AI-5, mas não dos motivos
que levaram o governo a militar a decretá-lo.
Os
compromissos democráticos do movimento de março de
64, sinalizados pela eleição direta para a Prefeitura
de São Paulo, realizada em 21 de fevereiro de 1965, com a
derrota de Franco Montoro e Lino de Matos, candidatos da oposição
e da eleição direta para governador em onze Estados,
realizada em 3 de outubro seguinte, seriam atropelados pela ação
violenta da esquerda radical que, insuflada e apoiada por Pequim,
Argel e Havana, adota a guerrilha e o terrorismo.
O
Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, é
o passo mais controvertido e mais discutido do regime implantado
após a derrubada do Sr. João Goulart. Mas nunca é
mencionado o fato de ser esse ato de força que representou
um retrocesso na tentativa de normalização institucional
promovida pelo presidente Castello Branco, o resultado de um processo
iniciado já em 1965 com a rearticulação dos
comunistas de diversos matizes e cujas sementes viriam brotar ao
longo dos anos que se seguiram. É o que tentaremos mostrar
com o retrospecto histórico abaixo.
Em
março de 1965, é desencadeada a fracassada tentativa
de guerrilha do coronel Jefferson Cardim e no dia 22 de abril desse
mesmo ano, registra-se um atentado à bomba contra o jornal
" O Estado de São Paulo".
No
início de 1966, Carlos Marighela publica panfleto intitulado
"A Crise brasileira", onde esboça a tese da guerra
de guerrilhas e propõe: " O Exército Brasileiro
terá de ser derrotado e destruído por ser o poder
armado da classe dominante".
No
dia 31 de março desse mesmo ano explodem duas bombas em Recife,
sendo uma no 6º andar do Edifício dos Correios e Telégrafos
e outra em frente à casa do general Comandante do IV Exército,
destruindo seu automóvel. Uma terceira, colocada na Câmara
Municipal, não explodiu.
No
dia 20 de maio seguinte, verifica-se um atentado contra a Assembléia
Legislativa de Pernambuco, com o lançamento de dois "coquetéis
Molotov" e de um petardo de dinamite.
No
dia 25 de junho de 1966, acontece o atentado à bomba no Aeroporto
dos Guararapes (Recife), contra o general Costa e Silva e no qual
morrem o almirante Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Regis
de Carvalho, e sofre mutilações o tenente-coronel
Sylvio Ferreira da Silva, um dos muitos feridos no atentado. Segundo
Jacob Gorender, obra da Ação Popular (AP).
Na
mesma data ocorreram mais dois atentados à bomba em Recife:
um, contra a sede da União de Estudantes Pernambucanos e
outro, contra o Serviço de Informações do Consulado
americano (USIS).
Em
março de 1967, chega ao Brasil a primeira remessa de armas
enviada pelos cubanos e infiltrada pela Guiana Inglesa.
No
dia 15 desse mesmo mês, é empossado o presidente Costa
e Silva e entra em vigor uma nova Constituição.
No
dia 2 de abril é desbaratado pela polícia mineira
o foco guerrilheiro de Caparaó , do Movimento Nacionalista
Revolucionário, de orientação brizolista.
Em
junho, segue para Cuba a primeira turma da Aliança Libertadora
Nacional (ALN) para treinamento de guerrilha .
No
dia 2 de agosto ocorre a explosão de uma bomba na sede do
Corpo da Paz, no Rio de Janeiro, com um ferido.
Nesse
mesmo mês e ano, é lançado Manifesto da Política
Operária (POLOP) - facção à qual pertencia
o atual Secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda
- pregando a luta armada.
Em
setembro, no dia 24, acontece o que é considerada a primeira
ação da ALN: em Presidente Epitácio é
assassinado um fazendeiro - Zé Dico – em uma invasão
de fazenda.
Em
dezembro, Marighela regressa de Cuba e toma conhecimento de sua
expulsão do PCB.
Em
represália, funda o Agrupamento Comunista de São Paulo,
embrião da futura ALN que inicia os assaltos com a finalidade
de obter fundos.
No
dia 15 de dezembro, é morto o bancário Osíris
Motta Marcondes, do Banco Mercantil de São Paulo, durante
assalto de terroristas à agência da qual era gerente.
E
o ano de 1967 termina com o registro do primeiro assalto a banco
da ALN, em São Paulo, comandado pelo próprio Marighela.
1968
– o ano do AI-5 - começa com assaltos a bancos, a carros-pagadores
e roubos de explosivos, sem identificação das organizações
subversivas, para confundir a polícia.
No
dia 15 de março, ocorre um atentado à bomba contra
o Consulado americano em São Paulo, com dois feridos. Um
deles, o estudante Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, perdeu uma
perna.
Em
abril, já no dia 1º, registram-se grandes manifestações
de rua no Rio de Janeiro. Três horas de conflitos, depredações
e guerrilha urbana. Manifestações e tumultos em quase
todas as capitais.
Dia
10 – Explosão à dinamite no QG da Polícia
Militar/SP.
Dia
15 – Lançamento de uma bomba contra o antigo QG do
II Exército, na rua Conselheiro Crispiniano, com dois feridos.
Dia
20 – Novo atentado à bomba contra o jornal "Estado
de S. Paulo".
No
dia 1º de maio, organizações de esquerda aproveitam
um comício na praça da Sé, em São Paulo,
para promover um "badernaço", durante o qual expulsaram
o governador do Estado, Abreu Sodré, do palanque, a pedradas.
Dia
15 – Atentado à bomba contra a Bolsa de Valores em
S. Paulo.
Dia
18 – Atentado à bomba contra o Consulado da França
em S. Paulo.
Durante
o mês de junho, passeatas, depredações, explosões
em edifícios públicos e em vias de transportes, assaltos
a bancos, greves, ocupação de faculdades, em diversos
pontos dos país, sendo que no dia 21, há nove horas
de guerrilha urbana no centro do Rio de Janeiro , com a morte de
um soldado (Nelson de Barros) e invasão e depredação
da Bolsa de Valores, mostrado em retrospectiva publicada em dezembro
de 1998, em encarte do jornal " O Estado de São Paulo",
ao ensejo dos 30 anos do AI-5.
No
dia 22 de junho, assalto e roubo de armas no Hospital Militar de
São Paulo, ação da Vanguarda Popular Revolucionária
(VPR).
Dias
depois, o capitão Lamarca rouba do paiol de sua unidade munição
para essas armas.
No
dia 26, atentado com carro-bomba da VPR contra o QG do II Exército
- SP, no qual morreu o soldado sentinela Mário Kozel Filho
e ficaram gravemente feridos vários soldados da guarda.
No
dia 1º de julho, é morto a tiros no Rio de Janeiro,
por engano, o major do Exército alemão, Edward Ernest
Tito von Westernhagem, cursando uma escola militar brasileira (ECEME),
confundido com o capitão boliviano Gary Prado, suposto matador
de Che Guevara. Crime do Comando de Libertação Nacional
(COLINA). Autoria confirmada por Jacob Gorender, no livro Combate
nas Trevas.
No
dia 20 de agosto, é abatido a tiros o soldado da PMSP, Antônio
Carlos Jerrery, quando de sentinela.
No
dia 7 de setembro, é assassinado a tiros o soldado Eduardo
Custódio de Souza, da PMSP, por terroristas, quando de sentinela
no DEOPS/SP.
No
dia 12 de outubro, para relembrar um ano da morte de Guevara na
Bolívia, é fuzilado pela VPR, na frente de sua mulher
e filhos o capitão do Exército americano Charles Rodney
Chandler, de 30 anos, estudante de uma universidade de São
Paulo e veterano do Vietnã, sob a falsa acusação
de ser agente da CIA.
No
dia 13 de novembro, o mistério da autoria dos assaltos é
desvendado, surgindo o nome de Carlos Marighela e da ALN que realizaram
na capital paulista, durante o ano de 1968, 17 assaltos (11 a agências
bancárias, 5 a carros pagadores e 1 a um trem pagador). Essas
ações já contaram com a participação
da primeira turma treinada em Cuba e em um desses assaltos tomou
parte o então guerrilheiro da ALN, Aloysio Nunes Ferreira,
um dos ministros do governo FHC.
No
dia 12 de dezembro, é roubado por uma organização
subversiva todo o estoque de carabinas, pistolas, revólveres
e munição das Lojas Diana, em São Paulo.
No
dia 13, para enfrentar tais ameaças, o presidente Costa e
Silva baixa o Ato Institucional nº 5, interrompendo o processo
de normalização institucional. |
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COMENTÁRIO
DE UMA HOLANDESA SOBRE O BRASIL |
Autor
desconhecido |
"Os
brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. E realmente
parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar
tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior ele maximizam
os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui
na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores
porque não há nada automatizado. Só existe
uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando
do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente
desconectado. Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem
o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo -
ou de lavar as mãos - antes de comer. Nas padarias, feiras
e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com
mesma mão suja entregam o pão ou a carne. Em Londres,
existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas
em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante
é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom
ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor
e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia
ir para lá dar aulas de como conquistar o cliente."
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir
um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você
parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece,
e geralmente na hora em que estamos emotivos. O Brasil tem uma língua
que, apesar de não se parecer quase nada com a língua
portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto
que as empresas de software a chamam de português brasileiro,
porque não conseguem se comunicar com os seus usuários
brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros
são vítimas de vários crimes contra sua pátria,
crenças, cultura, língua, etc... Os mais esclarecidos
sabem que tem muitas razões para resgatar as raízes
culturais.
OS
DADOS SÃO DA ANTROPOS CONSULTING:
1.
O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate
à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis,
e vem sendo exemplo mundial;
2. O Brasil é o único país do hemisfério
sul que está participando do Projeto Genoma;
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países,
a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária;
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional
Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões
do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início
das apurações. O modelo chamou a atenção
de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos,
onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias
vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade
do processo;
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas
brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América
Latina;
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas
e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos
não possuem nenhuma;
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão
estudando;
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo
do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês;
9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição
em número de linhas instaladas;
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade
ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento.
No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros
executivos. Por que esse vício de só falar mal do
Brasil?
12. Por que não se orgulhar em dizer que o mercado editorial
de livros é maior do que o da Itália, com mais de
50 mil títulos novos a cada ano?
13. Que as agências de publicidade ganham os melhores e maiores
prêmios mundiais?
14. Por que não se fala que o Brasil é o país
mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres
e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos
voluntários?
15. Por que não dizer que o Brasil é hoje a terceira
maior democracia do mundo?
16. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo
seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países
ditos civilizados?
17. Por que não lembrar que o povo brasileiro é um
povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua
dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los
bem?
18. Por que não se orgulhar de ser um povo que faz piada
da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando?
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças,
de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os
sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas
para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil! Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que
você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos
mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras
irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar
de ser BRASILEIRO!!! |
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ESSES
ALEMÃES E SEUS COSTUMES ESTRANHOS |
ALEMÃES,
UMA GENTE MUITO ESTRANHA
|
Autor
desconhecido |
Após
40 dias cruzando a Alemanha de norte a sul e de leste a oeste, temos
uma constatação a fazer: os alemães são
hoje um povo muito estranho.
Listamos a seguir atitudes escandalosas e irresponsáveis
que eles adotam.
Não queremos gente assim no Rio de Janeiro e São Paulo,
para atrapalhar o nosso cotidiano animado de paz e harmonia:
- Os metrôs daqui da Alemanha não têm catraca,
o povo compra o bilhete, mas não tem ninguém a quem
mostrar esse bilhete.
- As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem
amarradas a nada. E eles ainda desperdiçam um monte de espaço
com ciclovias e nem deixam os pedestres andarem nelas, como acontece
nas nossas.
- Incrível: os estranhos alemães param nos sinais
vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não
há qualquer chance de um carro passar no sentido contrário.
- Os pedestres, não atravessam de jeito nenhum, uma rua,
enquanto o sinal para eles não ficar verde, mesmo que não
venha nenhum único carro; eles ficam ali perdendo tempo,
esperando abrir o sinal.
- Não há limite de velocidade nas estradas (apenas
uma recomendação para não ultrapassar 130 km/h,
nunca seguida); Ah, e fazem um desperdício de cimento, porque
a pista, tem 70 cm de espessura, de puro concreto.
- Nesse país esquisito, um jovem, para adquirir a carteira
de motorista, leva quatro anos de escola. As aulas são feitas
em conjunto com o colégio.
- Nas estradas, todos os carros andam nas pistas da direita e as
pistas da esquerda ficam vazias para os carros mais velozes, um
contra-senso de desperdício.
- A gente saia à meia noite para passear na praça
e não via nenhum assaltante para quebrar a nossa monotonia.
- O governo que essa gente estranha elege, não cobra pedágio
nessas estradas esquisitas. E eles estão sempre fazendo obras,
modernizando mais ainda as rodovias, não se sabe para quê,
nem com que dinheiro;
- A periferia das grandes cidades, desperdiça todas as áreas
com campos verdes e florestas, ao invés de deixar pessoas
usarem de forma mais racional os espaços, com favelas, lixões,
por exemplo.
- Os caras fabricam uns carrões, tipo BMW, Mercedes, Audi
e VW, e nem blindam.
E ainda deixam nas ruas à noite. Tem um monte de maluco que,
além disso, ainda tem coragem de andar de carro conversível.
Certamente eles têm o hábito de andar com revólver
no porta-luvas para se defender.
- Essa é incrível: os caixas automáticos dos
bancos ficam nas ruas, em plena calçada! E não tem
ninguém tomando conta. E ainda funcionam a noite inteira.
Não falo alemão, mas aposto que os jornais estão
cheios de notícias sobre assaltos nesses caixas automáticos.
- As calçadas têm espaços livres que são
desperdiçados com pessoas ao invés de deixar o elemento
mais importante de uma cidade - os carros - tomarem conta. E aí,
para resolver esse contra-senso, os alemães constroem um
monte de garagens subterrâneas.
- Em engarrafamentos, eles desperdiçam aquela pistona do
acostamento e não ultrapassam ninguém por ali. Se
fossem mais espertos, teriam um trânsito mais legal, como
o nosso, que ultrapassa por qualquer lado, até pelo acostamento.
- Os jornais do dia ficam empilhados e tem uma caixinha do lado
onde você coloca uma moeda e leva um jornal, e não
tem ninguém ali para cobrar; mas o gozado é que são
tão esquisitos, porque ninguém leva um jornal sem
pagar.
Ainda bem que a excursão acabou e estamos voltando para a
nossa civilização. |
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Francisco
Nobre de Almeida |
Costumo
contar freqüentemente uma experiência que muito me marcou
lá pelos idos de 1957 quando eu, com apenas 17 anos, morava
em Belém – PA., residindo em casa de amigos de meus
pais para estudar.
Numa
noite resolvi matar aula, ir ao Cinema Nazaré, e me espantei
muito com o tema do filme que assisti, cujo título não
me lembro mais, mas era um filme misto de documentário e
ficção e trazia exatamente uma denúncia das
conseqüências que o desleixo e incúria do homem
estava causando na natureza. A parte documental mostrava o Pólo
Norte, grandes geleiras, enormes icebergs se fragmentando, ruindo
e se deslocando das suas origens nas águas geladas, como
resultado do aquecimento da atmosfera terrestre. A parte ficcional
mostrava as conseqüências, com o aumento substancial
do nível das águas dos oceanos e a invasão
das regiões litorâneas do mundo inteiro.
No
filme aparecia o mar tomando de assalto as regiões de praias
e causando enchentes que atingiam residências e edifícios
até o 7° ou 8° andares, destruindo alguns. Essa película
me encheu de medo e preocupação, fiquei imaginando
aquilo tudo acontecendo. Durante algum tempo aquelas imagens permaneceram
na minha memória mas, jovem e desinformado, não demorou
para outras experiências tomassem conta das minhas preocupações.
Muito
tempo se passou e só quase trinta anos mais tarde fui me
deparar com noticias sobre o mesmo assunto, só que dessa
vez a situação da Terra, seu eco sistema e sua temperatura,
estavam em situação muito mais alarmante do que aquela
que vi na minha juventude; sinal de que as cabeças pensantes
do mundo não se dedicaram ao problema com a acuidade e o
interesse que ele merecia.
De
lá para cá tudo piorou, a irresponsabilidade dos governantes,
notadamente das principais potências mundiais, destacando-se
entre elas os Estados Unidos, levaram o planeta a esse umbral em
que nos encontramos, o umbral do caos do equilíbrio ecológico
da terra.
Pouco
adiantou os pronunciamentos e as advertências de cientistas
internacionais, pouco foram considerados os estudos realizados como
a Teoria de Gaya ou a Ressonância Schumann. Manifestações
de organizações ambientais foram rechaçadas
com criminosa truculência, até o mundo, finalmente
perceber o trágico futuro que construiu para si. E aqui estamos:
o eco sistema não resiste a tal ação predatória
e o mundo está se tornando inviável para a sobrevivência
humana num prazo assustadoramente curto.
Quem,
como eu, assistiu àquele filme de 1957, certamente não
estará vivo para presenciar o cenário apocalíptico,
mas os nossos filhos, netos e jovens do mundo provarão e
viverão os sofrimentos que seus ancestrais lhe deixaram como
herança...uma HERANÇA MALDITA! |
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Esperamos
que dias melhores ocorram no Brasil.
Desejamos
um pais: sem corrupção, sem escândalos, sem
favorecimentos a parentes, a companheiros e a partidos;
Com
respeito a ética e ao povo;
Onde
a verdade substitua a mentira;
Sem
demagogia e tentativas de eternização no poder por
força de mudanças oportunistas na lei;
Com
ordem e respeito às instituições democráticas
e ao direito das minorias;
Sem
nenhum tipo de golpe às instituições;
Sem
nenhum tipo de espertezas;
Que
os nossos dirigentes nunca se esqueçam que, mais forte que
o culto à personalidade e a ideologias ultrapassadas, é
a firme construção das liberdades individuais e coletivas,
o fortalecimento das instituições e o crescimento,
sem o qual não existirão empregos;
Que
o nosso povo seja respeitado e estimulado a aprender para melhorar
a condição de vida;
Que
o nosso povo mais carente não vire escravo de um prato de
comida em troca de voto;
Que
a ajuda necessária para que os mais carentes possam viver
com dignidade, com direito à alimentação e
a uma moradia decente, seja dada desde que em contrapartida quem
a receber se proponha a estudar e a aprender ensinamentos que ajudarão
ao seu próprio desenvolvimento.
Nós,
da imprensa alternativa livre, independente, coerente, honesta e
responsável, estaremos fiscalizando cada centímetro
de cada governo e denunciando cada erro.
Entendemos
que é este o nosso dever e o nosso compromisso com a verdade
e com o povo brasileiro. |
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OS
ELEITOS! CORRAM QUE ELES ESTÃO AÍ! |
| Autor
desconhecido |
São
esses alguns dos representantes do povo brasileiro legitimamente
eleitos pela nossa gente."Não dá orgulho de ser
brasileiro?" |
| Todos
os eleitos abaixo são de partidos que apoiam o atual governo.
|
| Antônio
Palocci (PT-SP)
– indiciado por formação de quadrilha, lavagem
de dinheiro, peculato, falsidade ideológica, violação
de sigilo bancário, prevaricação e denunciação
caluniosa.
José Genoino (PT-SP)
– denunciado por formação de quadrilha, peculato
e corrupção.
João Paulo Cunha (PT-SP)
– denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro
e peculato.
Valdemar Costa Neto (PL-SP) – denunciado por formação
de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.
Paulo Maluf (PP-SP) – (famoso) réu em ação
penal por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação
de quadrilha.
Pedro Henry (PP-MT) – denunciado por formação
de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.
Romeu Queiroz (PTB-MG) – denunciado por corrupção
e lavagem de dinheiro.
José Borba (PMDB-PR) – denunciado por corrupção
e lavagem de dinheiro.
Paulo Rocha (PT-PA)
– denunciado por lavagem de dinheiro.
Celso Pitta (PTB-SP) – indiciado pela PF por evasão
de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Carlos Rodrigues (PL-RJ) – denunciado por corrupção
e lavagem de dinheiro.
Professor Luizinho (PT-SP)
– denunciado por lavagem de dinheiro.
José Magno (PT-MG)
– denunciado por lavagem de dinheiro.
José Mentor (PT-SP)
– investigado por lavagem de dinheiro.
Jader Barbalho (PMDB-PA) – réu em processo penal por
formação de quadrilha.
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PALMATÓRIA,
VARA DE MARMELO OU JOELHO NO MILHO? |
Francisco
Nobre de Almeida |
Antigamente
era tudo diferente, professor era professor, aluno era aluno, cada
qual no seu lugar, nem obas nem olas, era bom dia de lá e
bom dia de cá. Nunca foram tios nem amigos, e às vezes
eram utilizados argumentos pouco ortodoxos como a palmatória,
a vara de marmelo ou o ajoelhar no milho. Torturas? Não sei,
talvez inadequados, jurássicos, possivelmente nada pedagógicos,
mas antigos métodos de ensino, aqui mesmo no Brasil, lotaram
as melhores universidades do país, as três Escolas
Preparatórias de Cadetes das Forças Armadas, o ITA,
o IME e as escolas de formação técnica etc.
Concordo
que o mundo mudou muito e que se possa pensar em métodos
de ensino que estimulem os jovens a estudarem com mais interesse.
Mas creio que para isso, o primordial, o essencial é que
eles queiram estudar, o que não parece ser a tônica
da maioria.
Ora, se a premissa básica do estudante é estudar e
não tem havido interesse dele para isso, de pouco adiantará
o arsenal de fórmulas inventivas colocados à disposição,
porque haverá sempre uma alternativa, “algo que seria
melhor”, que os fariam se interessar mais.
O ensino básico é responsável pelo aprendizado
das primeiras letras e dos primeiros números. Se esse tempo
não é bem aproveitado, se não há assimilação,
todo o resto ficará prejudicado e ele será um aluno
medíocre desde as quatro operações aritméticas
até a leitura de frases ou textos que não irá
compreender nem interpretar.
Nossos jovens sabem muito pouco de quase nada, desconhecem, na sua
maioria, o conteúdo de uma só matéria do currículo
escolar, mas se arvoram em sugerir (conforme a revista Mega Zine,
de hoje) que os professores realizem aulas interdisciplinares misturando,
por exemplo, História com Geografia. Ora, se ele não
domina perfeitamente o conhecimento de História, uma matéria
que requer atenção e disciplina de estudo, como agregar
com Geografia, outra matéria que impõe atenção
e acuidade no aprendizado?
Outro grupo de alunos sugere a mudança da leitura dos clássicos
para livros mais atuais. Uma sugestão, no mínimo,
assustadora.
Outro
grupo, ainda, sugere aulas menos centradas em conteúdos e
mais contextualizadas (belo vocábulo), tipo cultura geral.
Só que a cultura geral é conseqüência da
cultura particular – não existindo uma não se
alcançará a outra.
Alguns professores concordam que a sala de aula é monótona
e cansativa – mas o que vem a ser uma sala de aula animada
e dinâmica? Creio que mais do que um “arejamento”
a sala de aula está necessitando de compromisso, responsabilidade,
ensinamentos de disciplina e hierarquia, parte delas já trazida
da família, do lar que, por sinal está outra lástima.
Sem
querer me alongar, cito a última sugestão de um “dedicado”
aluno do Colégio São Vicente. Ele propõe o
término dasaulas no sábado porque, afinal, “...a
gente perde um dia que poderia ser de descanso.”
Como
diria o inesquecível Bussunda...FALA SÉRIO!!!!! |
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POR
FIM AO GOVERNO LULA! PEDIU ATUAL MINISTRO DE LULA |
Roberto
Mangabeira Unger |
| Leiam
o texto abaixo e façam seu próprio julgamento: |
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Roberto
Mangabeira Unger será ministro da Secretaria Especial
de Ações de Longo Prazo, do governo Lula, incorporando
o IPEA e o Núcleo de Assuntos Estratégicos.
Em 2005, ou seja, dois anos atrás, o atual recém
nomeado ministro, Roberto Mangabeira Unger pregava o imediato
impeachment do presidente Lula. No dia 15 de novembro de 2005
ele publicou o seguinte artigo na Folha de S. Paulo: |
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"POR
FIM AO GOVERNO LULA - Afirmo que o governo Lula é o mais
corrupto de nossa história nacional. Corrupção
tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas,
à politização da Polícia Federal e das
agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos
e à tentativa de dobrar qualquer instituição
do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Afirmo ser obrigação
do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente.
As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade
podem ainda não bastar para assegurar sua condenação
em juízo. Já são, porém, mais do que
suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento.
Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as
instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que
seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios
privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato
político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro
e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos
orçamentários, apoio para interromper a investigação
de seus abusos. Afirmo que a aproximação do fim de
seu mandato não é motivo para deixar de declarar o
impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade
que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses
crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que
só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas
do presidencialismo e não leva a Constituição
a sério. Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional
e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários
que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu
impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se
sobrepõe à lealdade aos homens. Afirmo que o governo
Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto
que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com
o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental
em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade
aos que querem pujança. Afirmo que o presidente, avesso ao
trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio
de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua
própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo
sagrado que o povo brasileiro lhe confiou. Afirmo que a oposição
praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos
crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje
as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As
duas cabeças precisam ser esmagadas juntas. Afirmo que as
bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se
transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção,
e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação
econômica e a desinformação política.
E que seu inimigo principal são as classes médias,
de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais
do que nunca, o futuro da República. Afirmo que a repetição
perseverante dessas verdades em todo o País acabará
por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama
que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável
e perpétuo. Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de
todos os cidadãos é negar o direito de presidir as
comemorações da proclamação da República
aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas".
"Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras
martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só
rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira
martelada, a pedra se abre em duas e eu sei que não foi aquela
a que conseguiu, mas todas as que vieram antes."
{Jacob Riis} |
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Por
Sam Walton - Fundador da Wal-Mart, a maior cadeia de varejo do mundo. |
| Eu
sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e,
pacientemente, espera enquanto o garçom faz tudo, menos o
meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e aguarda calado, enquanto os
vendedores terminam suas conversas.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina,
mas espera pacientemente que o empregado se disponha a me atender.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade
de uma encomenda, mas não reclama quando a recebe após
três semanas, somente.
Eu sou o homem que, quando entra numa empresa, parece estar pedindo
um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente
que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar ao telefone,
e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias
ou, simplesmente, abaixam a cabeça e fingem não me
ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente,
do tipo que nunca cria problemas.
Engana-se. Sabe quem eu sou?
Eu sou o cliente que nunca mais volta!
Divirto-me, vendo milhões serem gastos todos os anos em anúncios
de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa. Quando
fui lá, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena
gentileza, tão barata, de me dar um
pouco de "ATENÇÃO".
Clientes podem demitir todos de uma empresa, do mais alto executivo
para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar.
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