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| AQUARELAS DO ARY |
| CASA DA GÁVEA - MEMÓRIA DO TEATRO BRASILEIRO |
| SONHO... OU NÃO? |
| TEATRO DE GUINOL ABERTO NA TIJUCA |
| VALENTE |
MUSICAL
SOBRE A VIDA E A OBRA DE ARY BARROSO |
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ESTRÉIA:
dia 30 de novembro (6ª f), às 19h
LOCAL: Centro Cultural Correios R. Visconde de Itaboraí, 20 – Centro / RJ Tel: 21 2219 5165 HORÁRIOS: de 4ª a domingo, às 19h DURAÇÃO: 100 min, com intervalo de 10 min. INGRESSOS: R$20,00 CAPACIDADE: 200 espectadores CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos TEMPORADA: até 01 de fevereiro de 2008 Ary Barroso, um dos mais importantes compositores brasileiros de todos os tempos, é o nome escolhido para encerrar a trilogia musical iniciada com Antônio Maria em "A Noite é uma criança!" e seguida por Mário Lago em "Ai, que saudades do Lago!". Como nos musicais anteriores, o texto é de Marcos França, a direção de Joana Lebreiro, e no elenco estão o próprio França, ao lado de Claudia Ventura e Alexandre Dantas. O patrocínio é dos Correios. A vida e a obra deste homem múltiplo, polêmico, que foi locutor esportivo, jornalista, ator, vereador responsável pela construção do Maracanã, boêmio e representante legítimo de uma época de ouro do Rio de Janeiro, será retratada nos palcos do Centro Cultural Correios a partir de 28 de novembro próximo, pelo musical “Aquarelas do Ary”. Cantado por vários intérpretes, Ary foi o nosso porta-bandeira no exterior - foi o primeiro compositor brasileiro a ser ouvido e respeitado nos EUA - Aquarela do Brasil chegou a ser cotada para hino nacional pelo grande sucesso que sempre fez lá fora. Folha Morta, No Rancho Fundo, Na Baixa do Sapateiro, Maria, Pra Machucar Meu Coração, são outras canções – hoje clássicos da MPB – que serão apresentadas no musical, entremeando as histórias de vida de Ary. Histórias pitorescas do rádio brasileiro, dos programas de calouros, casos polêmicos, engraçados, que fizeram de Ary um personagem ímpar da história do Rio. Um homem que deve ser lembrado não só por seu cancioneiro, mas por tudo o que fez pela cidade do Rio de Janeiro e pelo Brasil. Muito cantado em shows e concertos especiais, Ary (que foi ator) nunca teve sua vida contada no teatro, lugar em que ele se formou como artista, escrevendo trilhas para as revistas de Olegário Mariano e Luiz Peixoto. Ary amava os musicais, tendo composto para mais de 60 peças, de 1929 a 1960. Nenhum outro grande compositor brasileiro trabalhou tanto para o teatro. Passando pelas inúmeras faces do compositor, o roteiro do espetáculo desvenda os diversos “Arys" que habitavam neste artista completo: do boêmio ao homem de teatro; do vereador ao radialista, passando pelas histórias dos programas de calouros, por cômicos episódios do seu mau humor explícito que tanto o caracterizava, por sua paixão pelo Brasil, chegando até o fim de sua vida, em pleno carnaval de 1964 quando a escola de samba Império Serrano se preparava para entrar na avenida e apresentar o enredo "Aquarela Brasileira". A MONTAGEM O fundo do cenário é composto por partituras musicais gigantes (cerca de 3m de altura), feitas a mão pela copista Jacy de Mattos Madeira. São sete partituras, de sete das músicas cantadas no espetáculo. Estas partituras serão a base para a iluminação e para as projeções, que apresentarão imagens que remetem ao Rio de Janeiro e à Bahia. Para ilustrar o Rio, serão exibidas vinhetas inspiradas nas caricaturas de J. Carlos e imagens da paisagem carioca. Para a Bahia, imagens de baianas. Todo o espetáculo é concebido nas cores preto e branco. Os figurinos também seguem esta mesma linha, utilizando-se do preto e de tons crus. Todos os objetos de cena e suas formas aludem a notas musicais. E o piso é uma grande paleta de pintura. Haverá ainda projeções de vídeos (como nos musicais anteriores do grupo, sobre Mario Lago e Antonio Maria), que mostram cenas do dia a dia de Ary Barroso nos Estados Unidos. AS
MÚSICAS DO ESPETÁCULO FICHA TÉCNICA TEXTO
- MARCOS FRANÇA |
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| A
Casa da Gávea inaugurou sala de cinema exibindo gratuitamente
vídeos de montagens teatrais históricas como "O Balcão",
"O Arquiteto e o Imperador da Assíria", "Cemitério
de Automóveis" e "O Amigo da Onça", seguido
de debate com atores e/ou diretores participantes dessas montagens Desde 13 de novembro a Sala Chiquinho Brandão da Casa da Gávea passou a acumular as funções de teatro e cinema. Para abrir os trabalhos, Paulo Betti, Cristina Pereira, Vera Fajardo e Rafael Ponzi, sócios da Casa, oferecem ao público a oportunidade de (re)ver, em vídeo, grandes espetáculos que marcaram gerações, e conversar com atores e/ou diretores participantes dessas montagens. São quatro encontros - com entrada franca - acompanhadas de projeções, filmes, fotografias, e outros registros sobre a montagem dos espetáculos "O Balcão", de Jean Genet; "O Arquiteto e o Imperador da Assíria" e "Cemitério do Automóveis", de Fernando Arrabal; "O Amigo da Onça", de Chico Caruso. A
idéia é apresentar ao público o registro de uma
época em que a geração de artistas hoje com seus
50 anos começava a fazer teatro, a ousadia das encenações,
o interesse vivo do público de então por obras complexas
e ricas, a presença de jovens nas platéias, a diversidade
de interpretações e o talento e a resistência de
diretores que fizeram história num período politicamente
conturbado.
Dia 04/12 - "O Amigo da Onça" / 1988 - De Chico Caruso - Direção de Paulo Betti - Palestrantes: Paulo Betti, Cristina Pereira, Vera Fajardo e Rafael Ponzi. |
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De
Luigi Pirandello |
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| Estréia
no Rio o novo projeto da atriz e produtora Ana Paz, o espetáculo
Sonho...ou não?, peça curta de Luigi Pirandello, inédita
nos palcos cariocas. A direção é do consagrado Eduardo
Tolentino, especialmente convidado.
Com Ana Paz e Giuseppe Oristanio no elenco, a montagem faz temporada de 23 de novembro a 27 de janeiro no teatro do Oi Futuro. A escolha do texto por Ana confirma seu interesse pelo viés do teatro experimental, já explorado no espetáculo Cadeiras, de Ionesco, exibido no CCBB (2004), com Ricardo Blat e a própria Ana no elenco e direção do iraniano Massoud Saidpour. A PEÇA E A MONTAGEM Prêmio Nobel de Literatura em 1934, o principal renovador do teatro italiano moderno desenvolveu uma característica que cultivará em todas as suas obras: o dilema entre o ser e a aparência, a realidade e a ilusão. Em Sonho...ou não? essa característica está presente desde o próprio título, jogando o espectador no espaço-tempo da ficção que, em última análise, corresponde à própria realidade. Escrita em 1929, a peça é um experimento de Pirandello, com claras influências do cinema e da psicanálise: a jovem senhora e o homem de casaca discutem a relação amorosa conflituosa. Mas eles estão realmente se debatendo, ou será que tudo não passa de um sonho? Em Sonho...ou não? , peça pouco explorada do autor dos clássicos "Seis personagens à procura de um autor", "Essa noite se improvisa" e Assim é, se lhe parece", estão presentes os elementos do teatro de Pirandello, onde não há o lírico-amoroso, mas o conflito de sexos, o cenário trágico, com a figura feminina sempre em questionada, sem nunca no entanto, perder o humor. Obedecendo às propostas do autor, o trio Tolentino, Paz e Oristanio seguem a linha de figuras oníricas, num cenário indefinido, num tempo indeterminado. O diretor vê na trama uma história atual: " A mentira, os ciúmes, o desejo feminino, o funcionamento mental do macho e da fêmea estão lá" , acrescenta Tolentino. Ao que Ana complementa: "A estrutura dramática montada por Pirandello nos pareceu fascinante para o jogo teatral. O mistério com que o espectador convive todo o tempo em que está sentado na poltrona do teatro era algo que me pareceu muito interessante para lidar". FICHA TÉCNICA Direção:
Eduardo Tolentino Tradução:
Sérgio Flaksman Teatro
Oi Futuro |
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A
Praça Xavier de Brito na Tijuca tem agora um Teatro de Guignol,
onde são apresentados espetáculos com marionetes (bonecos
com fios) e fantoches (manipulados com as mãos). o quarto espaço
cultural desse gênero tem apresentações gratuitas
nos finais de semana, assim como acontece nos outros Teatros de Guignol
que a Secretaria Municipal das Culturas instalou no Jardim do Méier,
Quinta da Boa Vista e Jardim de Alah. Também há teatro de
bonecos no Carlos Werneck, no Aterro do Flamengo. As apresentações
acontecem aos sábados e domingos, às 16 horas. Informações
no telefone (21) 9318-9901. |
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OI
e CCBB apresentam “Valente!” , sobre a vida e a obra do compositor
Assis Valente.
LOCAL: Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil / RJ Rua Primeiro de Março, 66 / Centro HORÁRIOS: 5ª a domingo, às 19h30 DURAÇÃO: 75 minutos INGRESSOS: R$10,00 CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos TEMPORADA: até 23 de dezembro “Valente!”, musical sobre o compositor, desenhista e protético Assis Valente (1908-1958), estréia dia 14 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil, com texto de Anamaria Nunes, direção de Fabio Pilar e trazendo no elenco Claudio Villela, Márciah Luna Cabral e Nill Marcondes. O argumento é de Colmar Diniz, a direção musical de Cristina Bhering e todas as músicas do espetáculo de Assis Valente. “Valente!”, tem o patrocínio da Oi, com o apoio cultural do Oi Futuro. “Valente!” cria um encontro imaginário entre Assis Valente, Carmen Miranda e Madame Satã, em que os dois últimos dialogam com o compositor nos instantes anteriores ao seu suicídio, na noite de março de 1958. Falam sobre suas vidas, sua arte, suas dúvidas e o grande sucesso de cada uma de suas carreiras. Assis Valente, até hoje um compositor reconhecido pela sua brilhante obra musical, corroeu-se internamente pela sua relação conflituosa com a mídia, e pelos preconceitos por parte da sociedade com sua ascendência negra. Madame Satã, na mão oposta de Valente, “mais bem resolvido”, encarava sem medo as pressões e a discriminação vividas por ser negro e homossexual. Carmen, intérprete de muitas canções de Valente, inspirava o introvertido compositor com sua exuberância. O musical propõe uma reflexão sobre a vida particular e a projeção dessas vidas na obra cultural, no retrato do Brasil em uma época de mudança muito especial da música brasileira, quando os sambas e toadas passam a dar lugar aos novos ritmos muito mais referentes ao exterior que às nossas raízes internas. Apesar de a peça ter como pano de fundo o Brasil dos anos 50, os temas são muito atuais - o uso da violência, o crescimento e conseqüente poder dos meios de comunicação e o despedaçamento das relações pessoais. SOBRE ASSIS VALENTE José de Assis Valente nasceu na Bahia em 19 de março de 1908 e teve uma infância conturbada, tendo sido separado dos pais muito cedo. Trabalhou como farmacêutico, fez cursos de desenho no Liceu de Artes e Ofícios e profissionalizou-se como especialista em prótese dentária. Foi para o Rio de Janeiro em 1927, e empregou-se como protético. No início dos anos 30 começou a compor sambas. O primeiro, "Tem Francesa no Morro", tornou-se sucesso na voz de Araci Cortes em 1932. Mais tarde conheceu Carmen Miranda e passou a compor sambas especialmente para ela, caso de "Good Bye, Boy" e "Etc". Carmen foi a maior intérprete e divulgadora dos sambas de Assis Valente. "Minha Embaixada Chegou", "Uva de Caminhão", "Camisa Listrada", "E o Mundo Não Se Acabou" e "Recenseamento" foram algumas composições de Assis eternizadas pela Pequena Notável. A música mais famosa do compositor, entretanto, foi rejeitada por ela. "Brasil Pandeiro" acabou gravada pelos Anjos do Inferno em 1940, com grande êxito e regravada pelo grupo Novos Baianos mais de 30 anos depois, de novo com sucesso. Outros grupos vocais também popularizaram sambas do compositor, como o Bando da Lua, que gravou "Maria Boa" em 1936 ou o Quatro Ases e Um Coringa, que gravou "Boneca de Pano" em 1950. Outro grande sucesso foi a marcha natalina "Boas Festas", lançada por Carlos Galhardo em 1933 e regravada em 1941 e 1956. A vida pessoal de Assis Valente foi tumultuada. Em 1941 tentou o suicídio pela primeira vez, atirando-se do alto do Corcovado. Acabou resgatado pelos bombeiros, e depois de recuperado compôs "Fez Bobagem", canção marcante interpretada com grande sucesso por Aracy de Almeida. Muitos artistas regravaram a obra de Assis Valente, como Nara Leão, Chico Buarque e Adriana Calcanhoto. A música "Brasil Pandeiro" voltou a ser extremamente popular, graças a uma campanha publicitária relacionada à Copa do Mundo. Personagem muito singular, ele mesmo, em reportagens, mostrava-se controverso. A partir da década de 30, começou a mostrar sua instabilidade emocional. Um belo dia, sem mais nem menos, anunciou para Aguiar Dantas, seu sócio, que ia passar uns tempos na Bahia e sumiu. Meses depois Assis voltou e já manifestava seu dom para a música: passava o dia inteiro cantando e batucando em cima das banquetas ou no fundo das gavetas. Extravagante, ele pagava tudo para todo mundo, mesmo sem ter dinheiro. Por isso tinha fama de rico. Segundo depoimentos de pessoas que conviveram com o compositor nessa época, quem o estimulou e até ensinou a fazer sambas foi Heitor dos Prazeres (1898-1966), pintor e compositor e, em 1932, inspirado pelo modismo de falar francês e principalmente inglês, Assis compôs sua primeira obra e sucesso “Tem francesa no morro”. Foi através dela que Assis ficou conhecido no meio musical. Deslumbrado, foi deixando de lado seu trabalho como protético. Com a ida de sua intérprete predileta, Carmen Miranda, para os Estados Unidos em 1939, a carreira de Assis começou a declinar. Em dezembro desse mesmo ano o compositor casou-se com Nadyle da Silva Santos sem que a imprensa ou seus amigos da época ficassem sabendo. Passou a dedicar-se inteiramente à sua atividade como compositor. Mas sua carreira bem-sucedida como compositor não foi suficiente para mantê-lo vivo, e, depois de tentar cortar os pulsos, conseguiu matar-se ingerindo guaraná com formicida, em 1958. FICHA TÉCNICAARGUMENTO: COLMAR DINIZTEXTO: ANAMARIA NUNES DIREÇÃO: FABIO PILAR ELENCO: CLAUDIO VILLELA como Assis Valente MÁRCIAH LUNA CABRAL como Carmen Miranda NILL MARCONDES como Madame Satã DIREÇÃO MUSICAL E PIANISTA: CRISTINA BHERING CENÁRIO E FIGURINOS: COLMAR DINIZ DIREÇÃO DE VÍDEO: BRUNO KEMP & TICIANA PASSOS VÍDEOS: IRACEMA E AMÉRICO LTDA DESIGN GRÁFICO: ANDRE W. SUSSEKIND ILUMINAÇÃO: ROGÉRIO WILTGEN VISAGISMO: VAVÁ TORRES PREPARAÇÃO CORPORAL: SUELI GUERRA ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: TAILA WONG ASSISTÊNCIA DE FIGURINOS: TICIANA PASSOS ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: FRANCISCO LEOCÁDIO ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: LEONARDO PRIVATTI ADMINISTRAÇÃO: JULIETA VILLELA COORDENAÇÃO: CLAUDIO VILLELA PRODUÇÃO: CC2 PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA. DIVULGAÇÃO: JSPONTES COMUNICAÇÃO - JOÃO PONTES E STELLA STEPHANY |